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Currículo do Dr. Rodrigo

Graduado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos 


Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Santa Casa de São Paulo com certificação pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO


Especialista em Endoscopia Ginecológica, Laparoscopia, Histeroscopia e Endometriose pela Santa Casa de São Paulo com certificação pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO

Fellowship em cirurgia minimamente invasiva e endometriose pela Universidade de Strasbourg, França e pelo IRCAD Strasbourg

Tutor da Academia Européia de cirurgia minimamente invasiva.

 

Professor dos cursos de Anatomia pélvica laparoscópica do IRCAD de Strasbourg e dos cursos de Endometriose, Ginecologia e Oncologia pélvica do IRCAD Brasil

Assistente do Serviço de Oncologia Ginecológica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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Dr. Rodrigo Fernandes - CRM 130.684

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Especialista no Tratamento da

Endometriose

O que é Endometriose?

Endometriose é a presença de células semelhantes à camada do endométrio fora da cavidade uterina. Atingem preferencialmente a pelve e os órgãos que estão nela contidos como útero, ovários, tubas uterinas, intestino, bexiga entre outros. Com o tempo e o estímulo hormonal do ciclo ovariano as células agrupam-se e formam nódulos  levando a dor e infertilidade.

Quais as causas da Endometriose?

Existem inúmeras teorias que tentam explicar a causa da Endometriose, mas ainda é desconhecida por completo. Acredita-se que o endométrio, camada de dentro do útero, migre através das tubas uterinas para a cavidade pélvica e abdominal. Modificado por algumas mutações ainda desconhecidas, este endométrio é resistente às células de defesa do nosso corpo levando à Endometriose.

A Endometriose é um problema global​?

Endometriose é um problema comum, atingindo em torno de 6.000.000 de mulheres brasileiras e que pode ocorrer em gerações de uma mesma família. Embora normalmente seja tardiamente diagnosticada entre os 25 e 35 anos, a doença provavelmente tem início meses após a primeira menstruação.

Quais os sintomas da Endometriose?

Endometriose provoca dores no período menstrual e fora dele, alterações intestinais ou urinárias, desconforto abdominal e incômodo durante as relações sexuais.  

Por que há tanta demora no diagnóstico de Endometriose?

8 anos é o tempo médio entre o início dos sintomas da Endometriose e o diagnóstico. A ideia de que sentir dor ao menstruar "não é nada demais” e a falta de conhecimento da maioria dos médicos são as principais razões para o diagnóstico tardio do problema. Cerca de 20% a 25% das mulheres não apresentam sintomas. Normalmente, apenas quando surge a dificuldade de engravidar é que elas buscam ajuda médica e descobrem que tem a doença.

Há risco de endometriose se transformar em câncer?
Infelizmente sim! E não podemos esconder isso de nossas pacientes. Nas últimas revisões de literatura autores encontraram essa associação, aumentando riscos e 2,5x ou até 3x comparando com mulheres sem endometriose (isso pode ter uma ligeira variação de publicação para publicação). Além de algumas mutações celulares, parece que o ferro tem parte da responsabilidade.
Parte do sangue da menstruação que cai no abdome não é completamente degradado pelo sistema imune. O ferro contido no sangue é responsável pela oxidação excessiva das células, causando danos irreversíveis e aumentando as chances de células de endometriose se transformarem em câncer. A explicação é bem mais complicada do que esta, mas está ai uma forma simplificada de demonstrar o porque pacientes com endometriose tem mais chances de ter câncer, principalmente de ovário. Dieta pobre em carnes vermelhas, rica em anti oxidantes, dia a dia saudável, exercícios físicos regulares são benéficos tanto para os sintomas da endometriose, como para tentar diminuir os supostos estímulos que aumentariam os riscos de câncer.

 

O que é pélvis congelada?

"Tudo grudado”, “tudo cimentado”, “duro”, “intransponível”, “muito arriscado”... Imagine tentar individualizar estruturas nobres num ambiente hostil onde o limite entre o preciso, demasiado e o incompleto são muito tênues, ou são como um “fio de cabelo”. A pélvis congelada é caracterizada quando encontramos tudo grudado, principalmente ovários, útero, intestino, bexiga, ureteres podendo ser por endometriose, fibrose ou os dois juntos. São nesses casos onde encontramos maior complexidade, temos que lidar com estruturas mais nobres e as vezes alguns exames pré operatórios não demonstram a real dificuldade do caso. São cirurgias com maiores riscos de complicações onde expertise faz a diferença. É aí onde entra uma equipe com amplo conhecimento, experiente, com sinergia e que vai lidar com estas situações da melhor forma possível individualizando caso a caso de acordo com os objetivos de cada paciente. 

Endometriose e Infertilidade

A fertilidade feminina pode ser afetada pela endometriose.

O principal fator de infertilidade causado pela endometriose é a obstrução das tubas uterinas ocorrida diretamente pelas lesões ou redução da sua mobilidade. Isso dificulta o transporte do óvulo e, consequentemente, a fecundação com o espermatozoide.

A presença de endometriomas (cistos de endometriose) nos ovários também pode comprometer a fertilidade, pois alteram a capacidade ovulatória ou prejudicam a qualidade dos óvulos.  

Por fim, as alterações inflamatórias e imunológicas no útero e endométrio podem atrapalhar a implantação do embrião e aumentar a taxa de abortamento.

50% das mulheres engravidam espontaneamente após uma cirurgia por endometriose.

 

Sabemos que quanto maiores e mais complexas as aderências maior dificuldade os ovários e as tubas têm em se mobilizar. Mas já encontramos situações de pacientes que apresentavam endometriose severa e mesmo assim conseguiram engravidar.

50% do casos de infertilidade feminina podem ter a endometriose como uma das principais causas

Tratamentos da Endometriose

Hoje sabemos que para tentar estabilizar a endometriose fazemos o uso de medicações para bloquear o ciclo ovariano. Independente da associação da cirurgia ou não, as medicações são armas importantes no combate à endometriose. Algumas considerações devem ser feitas:


• para cada caso existe um método ideal, NÃO É UMA RECEITA DE BOLO.
• cada paciente responde de uma forma diferente ao bloqueio ovariano.
• o período de adaptação aos diferentes métodos varia de 3 a 6 meses, ou seja, PACIÊNCIA
• se não houver adaptação, o que ocorre numa minoria de pacientes, pode ser necessária uma troca.
• durante período de adaptação medidas como dieta orientado para endometriose, exercícios físicos, fisioterapia, acupuntura, sono em dia podem ajudar no tratamento
• lembrem-se, o tratamento e acompanhamentos são longos.

 

Você merece uma vida melhor!

Tratamentos Hormonais

A escolha do melhor tratamento dependerá do perfil de cada mulher. Podemos indicar pílulas à base de progestogênio (precursor da progesterona produzido em laboratório) com a mesma composição do hormônio natural feminino. Ele é antagonista do estrogênio, hormônio que alimenta a endometriose, com baixa ação androgênica, ou seja, não causa aumento de pelos, engrossamento da voz e outras características masculinas. 

Também podemos implantar o dispositivo intrauterino (DIU) no útero, que libera hormônio por um período prolongado, impedindo a formação do endométrio dentro do útero. Por isso, evita a formação do tecido do lado de fora, mas não trata a doença pois não age nas lesões já existentes.

Agora, você faz o bloqueio hormonal na tentativa de se proteger contra a endometriose e sua progressão e mesmo assim sente dor? Será que não é hora de reavaliar o quadro e rever o tratamento? Alguns casos podem apresentar nódulos profundos causando retrações, aderências as quais a medicação sozinha pode não ser suficiente para o tratamento. Outras situações podem levar a dor crônica necessitando de acompanhamento multidisciplinar com fisioterapia, acupuntura entre outros. Fiquem atentas aos sintomas!

Cirurgia Minimamente Invasiva por Videolaparoscopia

Através de instrumentos e câmeras de excelente qualidade introduzidos em pequenas incisões na pele, Dr. Rodrigo tem acesso ao abdome e pelve da paciente para a retirada das lesões, seguindo a melhor estratégia cirúrgica. Guiado pela destreza de suas mãos e por seu profundo conhecimento anatômico, ele pensa, sente e age com delicadeza e precisão, para preservar ao máximo as estruturas femininas e alcançar os melhores resultados.  

Isso proporciona recuperação mais rápida quando comparada à técnica clássica aberta. 

Melhor a Excisão ou Cauterização da endometriose?

Excisão é a opção correta e seria o ideal. Cauterização costuma atingir somente a superfície e em casos de implantes mais profundos isso não teria pouco ou nenhum efeito. Imaginem uma planta ou uma árvore. Se cortarmos a superfície ela pode voltar a crescer pois suas raízes estarão lá. A excisão exige mais expertise pois temos que acessar partes mais profundas da pelve feminina onde encontramos mais estruturas nobres. A exigência de conhecimento da anatomia é maior e bem mais complexa. Mas existem alguns pontos onde optamos pela cauterização (avaliados caso a caso):
• implantes bem superficiais.
• endometriose de ovário onde a excisão pode diminuir a reserva ovariana (para mulheres já com filhos optamos pela excisão).
• áreas com estruturas muito nobres como inervação e vasos profundos onde os riscos de disfunção e sangramentos são maiores.

Excelência exige sensibilidade

A Endometriose Profunda causa uma grande dor física nas mulheres, nada comparável à cólica menstrual “normal” e afeta significativamente sua qualidade de vida. Muitas vezes as mulheres que sofrem de Endometriose são incompreendidas e não tem apoio das pessoas de seu convívio. Elas sofrem, choram e lutam em silêncio. E se sentem tristes, sozinhas e sem esperança. É preciso buscar o tratamento médico adequado, com um profissional experiente que lhes dê atenção adequada! 

A escolha do melhor tratamento para Endometriose deve ser individualizada. Buscamos primeiro compreender as ansiedades e expectativas da mulher, esclarecendo a as vantagens e desvantagens de cada tratamento com bases científicas e ajudando na tomada de decisão, levando em consideração os sintomas e a quantidade de focos de Endometriose.